quinta-feira, 16 de abril de 2015
OUT OF "DA" BOX - A insustentável leveza do ser...
Não sei se gosto. Ainda não decidi. Está-me aqui um agridoce na boca, igual a porco doce do chinês. Não sei se gosto de ver um campeonato nesta onda. Ou melhor, gosto, mas sinto-me egoísticamente como os romanos, confortavelmente sentados a comer uvas enquanto veem os gladiadores a escolher o canto da arena em que se hão-de findar. Gosto de vê-los a descambar nas ondas desta Box, mas em algumas cavernas mal domadas lembro-me que muitos não passam de miúdos de vinte, vinte cinco anos, quase todos com idade para serem meus filhos e muitos com mulheres, descendência e até progenitores na areia, mas todos numa tranquilidade em suspenso. Não sei se é justo e honesto realizar uma prova numa vaga com grandes probabilidades de fazer feridos de consequência, onde a escapatória é nenhuma, a água é mais que raza e a pedra mora à espreita. Colocaram lá os ingredientes todos para uma tragédia muito provável e esperamos, para nosso prazer, que não haja mortos, mas que a coisa ao menos ainda aqueça no corpo dos outros, dos que precisam de pontos e de classificações e se atiram, mesmo os conhecidos por terem menos "go for it".
Wright, Dusty Payne, John John e mais uns poucos montam um espectáculo empolgante, no qual se alguma coisa correr terrivelmente mal, todos nos vamos sentir como condutores a abrandar para ver o sangue do acidente à nossa frente.
Se Pipeline já é perigosa, a Box pode, sem dúvida, encaixotar um atleta menos sortudo na sua morada final.
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Percebo bem o teu ponto de vista
ResponderExcluirMas que é show de ver, disso ninguém duvida...
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