domingo, 14 de junho de 2015

Finalmente o Tour regressou

Yep...a confissão... a prova do Rio foi tão aborrecida que para lá da vitória do Toledo não me apeteceu registar aqui nada.

Depois chega Fiji e a razão pelo que vale a pena acompanhar um campeonato até às tantas. Slater a mostrar proque é a maquina mais perfeita que o surf alguma vez gerou, e Dane a mostrar que há artistas para lá do tour. Assim de repente limpa o 4 e o 1 do circuito. Josh e Adriano para o tapete. Isto por um gajo que é actualmente um semi-profissional. Bebe cerveja e fuma cigarinhos. Não consta que tenha um PT a dispender-lhe grandes tareias físicas. O que vimos foi arte pura e nisso Dane é Dane.

Hoje felizmente há mais

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Yep...também se surfa no Pocinho

Em condições de mar que não comento, sobra pelo menos emoção nos dois primeiros dias de prova. Kelly a mostrar que será sempre o dono daquilo tudo, e a armada brasileira a corresponder mais ou menos à expectativa, embora com algumas baixas inesperadas, como foi a eliminação do Pupo. Pena para o meu team no fantasy surfer. Jordy perde para um controverso 9.17 de Ricardo Christie. Sinceramente não percebi aquela nota, mas critérios de «apitagens» de surf não são a minha praia.

Amanhã o round 3...e mais uma tarde de trabalho agarrado ao telemovel. Muito boa a app da WSL. Recomendo vivamente a instalação.

domingo, 10 de maio de 2015

descargas de esgoto no pocinho?

Oi !!!!!!!!!!!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Lowers Pro daqui a 15 minutos!



Não é o antigo ´ct, actual WSL, mas é o´qs do momento. Gosto de : Heitor Alves,  Wigolly Dantas e mais alguns. Gosto dos portugueses - Vasquinho à Presidência! - e quero rever o Saca e mirar os outros lusos. Não gosto : ...epá...os Gudauskas. Os três, coitados. São simpáticos, surfam muito, mesmo muito, mas...não sei...há ali qualquer coisa que me cheira muito a pré-fabricado. Surfam a metro, soulless. Tudo o que o surf não devia ser. Mas sabem do ofício, lá isso sabem.

domingo, 26 de abril de 2015

Martinica! "stirred not shaken"!




Memorizem este nome, Michael February!...digo para memorizarem este porque provavelmente já conhecem Cooper Chapman, Joshua Moniz, Beyrick De Vries ou Miguel Tudela!

Se o blogue é da Tourné Mundial acho justo poder dar umas linhas a quem nos próximos anos tem probabilidade de lá chegar, mas na realidade a razão deste meu post é mesmo a "pica" total em que fiquei depois de ver o dia final do Martinica Surf Pro!

Os melhores

O melhor de todos estes surfistas, no meu entender que será sempre "aquilo que é" ou seja uma opinião, o melhor de todos, dizia eu, é sem margem para comparações é o Cooper Chapman! Isto porque lá não esteve o Soley Baylei que para mim é um prodígio de estilo, elegância e criatividade!

Não! Não referi o Noa Deane de propósito!

Cooper Chapman não desapontou mas não foi forte o suficiente para o super competidor que é o Joshua Moniz, lembro-me bem do miúdo por causa de uma competição que sigo sempre, o ISA surfing Games. Foi medalha de Ouro nos juniores num ano tremendo para a equipa Havaiana e contra alguns dos melhores surfistas que apareceram nesta competição nos últimos anos!

Disputa, a sério, numa onda de QS!

A onda, uma direita, com metrinho e side shore foi a ferramenta para meias-finais super emocionantes, com troca de posição com oportunidades constantes para "virar" heats e sobretudo bom surf, manobras variadas, conjugações muito elegantes e técnicas, curiosamente, quase nenhum jogo aéreo!  

Foi aqui que saltou um nome que francamente não tinha percebido ainda que estava a aparecer, Michael February, o primeiro surfista negro (penso eu) a sair da Africa do Sul com nível para se bater com os melhores do mundo! Sem duvida um nome a reter! 

Já sabíamos que vinha aí uma nova leva ZAF, da qual o Dylan Lightfoot era o que eu pensava ser o melhor, no entanto o Beyrick De Vries tem dado boa conta de si e agora este "puto", verdadeiramente espantoso!

A meia final que February fez contra Miguel Tudela (escusado será falar neste super talento) foi incrível e só mesmo com muita inspiração e determinação é que um desconhecido, consegue arrancar notas para passar uma meia-final destas ao painel da ASP! ASP não, desculpem WSL!

Um verdadeiro abanão (Stirred), não uma loteria disruptiva (Shaken) por causa das condições do mar ou dos call`s do Marshall da ASP! 

Na final February andou sempre atrás do prejuízo, a surfar no topo mas contra um Joshua Moniz que paulatinamente foi construindo um "scoreboard" à prova de inspirações ou surpresas, com maturidade, experiência, talento e muito mérito! Venceu numa competição enorme, daquelas que me enchem as medidas e curiosamente não foram precisas grandes ondas!

Notas finais

Apenas uma nota final, em 8 atletas nos 1/4 de Final estiveram 6 nacionalidades! Sinal dos tempos, frutos da globalização do surf, não sei! Mas que "giro como o raio", lá isso é!

Não mencionei o Noa Deane quando mencionei os meus favoritos, foi de propósito! Não mencionei nenhum Português desta geração, foi porque claramente não estão entre os melhores!

Recordo que o Vasco Ribeiro não considero desta geração, geração entre aspas no sentido que estes miúdos raramente competiram directamente com ele, eram de escalões abaixo! 

Caso contrário mencionaria o Vasco, para mim o melhor do mundo da sua geração! Se é que é possível escolher algum "melhor do mundo".

Estou curioso para ver se algum destes miúdos vão conseguir entrar no TOP 50 deste ano e começar a "esfalfar" no caminho dos PRIMES, PRIMES não, desculpem QS10000!


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Não percebo! Importa-se de repetir?

Não é raro, antes pelo contrário, quando estou a ver um jogo de futebol ou um resumo de um jogo que fui ver a Alvalade pensar "...mas que diabo, estes gajos viram outro jogo ou o Sporting jogou contra adversários iguais no mesmo dia?"

Pois foi com esse sentimento que fiquei depois ver o Drug Aware Pro. Será que existiram dois campeonatos nos mesmo dias, com os mesmo atletas ou sou eu que não percebo nada de surf?!?

1 - Sobre o grande espectáculo!

Obviamente eu de Surf não percebo nada, mas que diabo toda a gente achou emocionante a prova em "The Box", um slab em que os bodyboarders fazem a cortesia à onda de dar um tubo mas na realidade esperam é voar na última secção com flip`s de todo o género. O surf foi paupérrimo, o espectáculo um tédio absoluto porque maior parte das ondas verdadeiramente boas os Surfistas não conseguem sequer dropar, os tempos de paragem nos heats foram fatais, e uma grande parte dos que ali perderam foram para casa com menos de 10 pontos!

2 - Sobre os fabulosos "call`s" da ASP, ASP não desculpem WSL!

A organização esteve péssima, iniciar o campeonato de manhã cedo em "the box" e depois mudar para o "main break" tornou o evento numa lotaria, foi impossível afinar o desempenho como os grandes surfistas costumam fazer e sobretudo para gente que como eu não percebe nada de surf foi impossível perceber quem estava a ganhar, globalmente falando!

Ora um "chapéu" de 2 segundo numa direita linda valia 8 pontos, ora um "snap" e dois "cutbacks" a prestações numas "morras" onshore valiam 9 pontos, dependendo isto apenas do seeding de prova de cada um! Péssimas decisões!

3 - Sobre o desastre dos dias do Fim!

Já no último dia, que muita gente criticou, também aqui no blogue, eu achei que sim, que aquilo é que foi surf e até vi em directo depois estar a trabalhar até tarde e por isso ainda estar com "espertina"!

Parece consensual a critica de que as "pitas" deviam ter ficado para depois e tinha-se aproveitado para fechar a prova antes.

Ora ainda há uns dias atrás lia, salvo erro na Stab ou na Inertia, um artigo excelente que falava sobre a necessidade de reinventar o tour feminino, isto porque em Bell`s fechou-se a prova masculina primeiro e no dia das finais femininas não estava ninguém na praia!

Concordo, acho que a única decisão boa deste campeonato foi essa, de terminar as miúdas primeiro dando destaque muito merecido às disputas épicas que o Tour feminino tem!

4 - Sobre a vitória do Brasileiro, parte da "grande conspiração"!

Voltando ao tema do último dia, o surf esteve muito, muito bom! Tendo em conta os indivíduos que lá chegaram. Tivéssemos um campeonato mais coerente e certamente naquelas meias finais estaria pelo um dos três melhores regulares do mundo (Slater, Parkinson e Fannig) o que mexeria ainda mais com o que se passou.

As meias foram foram excelentes, um pouco pontuadas por baixo, acho por exemplo que o surf do Nat Young merecia mais do que estiveram dispostos a dar, talvez por ainda estarem a afinar o critério. O Jonh Jonh rebentou literalmente a meia final e na final não conseguiu acertar com a última manobra mas esteve ao mais alto nível.

O "mineirinho" esteve muito, muito forte. Foi pontuado por baixo claramente e no meu entender claro está! Esteve na minha escolha no Fantasy.

Sabia-se de antemão que este evento se fosse "normal" e realizado naquela direita ia dar para ele, a onda não é comprida e assenta-lhe bem, bem melhor até que Bell`s, dois carves e uma finalização Power. Tudo o que lhe dá jeito e que faz imensamente bem!

Estive entretido até ás tantas, a ver o dia final, deliciado com a beleza do mar, a qualidade da transmissão e sobretudo com os comentários, confesso que por breves momentos até pensei que o Martin Potter estava a ver o mesmo campeonato que eu!

O Adriano de Souza é o número 1, camisola amarela, justamente!

Justamente porque esta perna Australiana foi uma desgraça, a WSL esteve nas mais das vezes bem só que sem ondas para poder dar um bom espectáculo. O Brasileiro chega ao Brasil merecidamente em primeiro e não é porque a Samsung queira vender mais telefones, é porque é um grande surfista, óptimo competidor e adaptou-se melhor que todos!

Além disso beneficiou da única virtude que o top "five" (depois desta época Ozzie desastrosa) tem e que é estar organizado por ordem alfabética.

Adriano, Fanning, Felipe, Julian e Nat! O resto das virtudes deste campeonato do mundo vai aparecer quando entrarmos na fase FFJT (Fiji, J-Bay, Teahuppo e Trestle) aí sim! Aí tudo se decidirá e parece-me que o Adriano vai andar sempre nos três primeiros.

Digo eu que claramente não percebo nada nem de surf nem de campeonatos!


A conveniência de Adriano Imperador


Numa das finais mais aguardadas que tenho memória, e aguardada apenas pelo tempo que demorou a decisão de mandar realizar as semifinais e final para dentro de água, Adriano foi o Imperador. Surf aborrecido para um mar aborrecido que em nada tem a ver com as condições épicas da caixa da Margarida.

 
A liderança de Adriano no ranking é um golpe de teatro de conveniência extrema para a brazilian leg que segue já a seguir. Tudo coincidência, claro. Mas o que é certo é que o tour chega ao Rio de Janeiro sobre intenso olhar dos media locais e do público canarinho. A assistência este ano deve duplicar face a provas anteriores naquele país. A fórmula da «armada brasileira» foi bem promovida pela WSL e os reais vão entrar em força na conta da multinacional.

So far, so boring…siga para o Rio…