quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Cinco violinos mais um


Um formato diferente cuja materialização só vamos perceber à medida que o circo avance. Sangue novo e contas para ajustar. Ingredientes para termos uma competição de sonho todo o ano.
Porque aqui há que tomar partido, seguem as minhas preferências sobre os cinco de quem espero mais este ano.



Kelly Slater

Até que ponto o Rei absoluto vai querer mostrar que ainda é dono desta merda toda? Será que aquele que caminha sobre a água e separou as águas do Nilo vai estar focalizado no campeonato ou mais preocupado em gerir a nova marca? Acredito que este ano se mantenha no tour mais por obrigação com compromissos comerciais do que outra coisa. Mas Kelly é Kelly, e se lhe der na cabeça mostrar quem manda, andará lá por cima tranquilamente até Pipeline.

John John Florence

O miúdo ficou lixado o ano passado. Sabia que podia, e devia, ter ido mais longe. Soube-lhe a pouco certamente. Tem o jogo absoluto para se sagrar campeão. Domina os céus e está tranquilo em ondas grandes grandes (repetição propositada). Talvez isso jogue este ano em seu favor, porque não deve estar na disposição de dar casas a ninguém.

Kolohe Andino

O meu wild card para este ano. Quando está focalizado é imbatível. Teve um processo de amadurecimento complicado. O seu relacionamento com o pai Andino resultou em pressão adicional nos primeiros anos de tour, o que explica alguma irregularidade exibicional. Mudou de treinador. Garantiu uma distância saudável em relação ao pai e os resultados começaram a aparecer. Até onde poderá ir este ano? Acho que vai surpreender muita gente.

Miguel Pupo

O anti-Medina. Não é uma carinha bonita. Tem aliás muita loucura no olhar. Tem mais explosão que o Gabi, e mais personalidade no surf. A sua evolução tem sido calma até agora. Acredito que faça bons resultados este ano. Tem muito surf no pé.

Julian Wilson

O que trará Julian Wilson este ano? 2014 não podia ter corrido pior. Chegar a Pipe a precisar de um resultado para fazer o cut foi um susto grande. Que é brutal a competir todos sabemos. Que andou um ano a dormir também… Uma grande incógnita para 2015



Por fora

Owen Wright

Supreendeu-me brutalmente nas últimas etapas de 2014. Plenamente recuperado mostrou que faz parte de uma elite de tecnicamente abençoados. Se arrancar na Austrália a 100% podem contar com ele para os lugares cimeiros da prova

Gabriel Medina

A foquinha brasileira deve passar o ano a viver da glória alcançada em 2014. Vamos ver grandes claims, mas caso os juízes de prova não caiam no colinho ao menino, não deveremos ter grandes resultados.

Jordy Smith

Esta é a altura do ano em que toda a gente pergunta: Será o ano do Jordy? Só isso!

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